RESENHA: Uma janela para o céu – Marina Machado

“Eu entendo você. Houve uma época em que eu era uma estranha na minha própria vida. Todos os dias acordava acreditando que nada estava certo na minha vida. Achava que tudo ao meu redor estava imperfeito, mas, na verdade, era eu que estava completamente errada. Bastou tudo parecer errado para começar a dar certo.”

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Olá! Hoje eu vim falar sobre o livro que eu li essa semana da autora Marina Machado, Uma janela para o céu. Ele foi publicado pela editora Novo Século, com o selo de talentos da literatura brasileira. É um livro bem leve e rapidinho de ler, ele tem 284 páginas e diagramação é ótima.

Vamos começar com uma breve sinopse:

UM ROMANCE INTENSO E DIVERTIDO
Julyana Barocci é o perfeito retrato da mulher contemporânea: ela é determinada, bem-sucedida e tem o emprego dos sonhos. Agora, aos 35 anos, percebe que conquistou tudo o que queria. Bem, quase tudo. Quando o assunto é relacionamentos, o retrato não é tão fiel assim.
Em Uma janela para o céu, Julyana narra com bom humor suas aventuras e inseguranças na busca por seu par ideal. Com o súbito aparecimento de seu pai desconhecido, ela descobre os fatos que a fizeram se separar do único namorado a quem amou de verdade – e de quem ficou separada por vinte anos.
Essa visitinha do passado veio para esclarecer questões mal-resolvidas ou para complicar a vida de Julyana de vez?

Um livro mais adulto, com protagonistas mais maduros, em busca do auge de suas carreiras, mas que enfrentam problemas no presente, causados no passado.

Esse foi o primeiro livro que li no qual os personagens tem mais 20 anos, foge daquele mundo de fantasia com o qual estou acostumada, mas foi uma leitura muito gostosa de se fazer, bem leve e descontraída.

Julyana Barocci é uma mulher de 35 anos, bem-sucedida no trabalho como cronista na revista Magic Woman, recém saída de um namoro, mas que sofre uma crise existencial. Tudo o que ela sabia sobre seu passado, quem era seu pai, o que aconteceu com seu namorado da adolescência, era mentira.

Pelo que sua mãe havia lhe contado, seu pai era inglês e eles haviam se conhecido durante o carnaval de 82 no Rio de Janeiro, se encontraram algumas vezes na praia, mas o namoro não foi aprovado e cada um seguiu seu rumo desde então. O que eles não sabiam é que naquele dia, na praia, haviam gerado um bebê.

O pai biológico de Julyana tenta fazer algumas visitas para ela em Nepomuceno, MG, sua cidade natal, mas sua mãe, já casada com outro, não permite que ele a veja.

Mas impedir uma visita durante a adolescência da filha não impede que Romeu, seu pai biológico, continue a procurando. Tanto que um dia ele aparece no saguão do 12º andar, onde Julyana trabalha e se apresenta como seu pai, lhe contando a verdadeira história de como tudo aconteceu.

Revoltada por conta das mentiras que a mãe lhe contou, ela viaja até sua cidade natal para obter respostas e esclarecer tudo. Chegando lá, Julyana descobre que sua mãe não só omitiu fatos sobre seu verdadeiro pai, como também interceptou todas as cartas enviadas entre o jovem casal recém separado, Julyana e Lucas. Pois sua mãe tinha medo de que o romance entre os dois atrapalhasse o futuro que sua filha tinha pela frente.

Julyana saiu de casa mais revoltada do que quando chegou e resolveu se aventurar em busca de romance do passado, mas mantém algumas dúvidas em relação a probabilidade de esse reencontro dar certo. Será que ele é solteiro? Será que ainda lembra de mim? São perguntas que vagam pela mente da protagonista de Uma janela para o céu.

Sem falar também de suas duas melhores amigas, com quem ela está sempre trocando mensagens e conversando sobre o que está acontecendo em sua busca pelo amor perdido. Essas mensagens são bem divertidas em alguns momentos, aqueles típicos conselhos de amigas né? Sem falar que Paola, uma das amigas de Julyana é super paranoica, o que deixa tudo mais divertido ainda.

É um livro bem leve, rapinho de se ler, ótimo para descontrair, há momentos engraçados e momentos reflexivos.

Uma das lições desse livro é a que diz que você não deve depender de alguém para ser feliz, sua felicidade só depende de você e se aparecer alguém com quem se envolva romanticamente, você não deve tentar de adaptar a essa pessoa ou forçar a pessoa a se adaptar a sua rotina. Se for para ser, tudo vai se encaixar e não adianta achar que tudo vai dar errado, deixe as coisas rolarem que tudo dá certo, do jeito que deve ser.

“Opte por aquilo que te faz vibrar.”

Por hoje foi isso. Espero que tenha gostado e não perca a oportunidade de conhecer esse romance. Até a próxima!

Link de Uma janela para o céu na Amazon

 

RESENHA: The Kiss of Deception

” Há apenas uma história verdadeira e um futuro verdadeiro. Escutem bem, pois a criança nascida da miséria será aquela que trará a esperança. Do mais fraco virá a força. Dos perseguidos, a liberdade.”

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Olá! Hoje eu vou falar um pouco sobre o primeiro livro da trilogia das Crônicas de Amor e Ódio, The Kiss of Deception. Esse livro vai tratar de questões que envolvem a força e o poder feminino, quando uma princesa, a primeira filha do reino de Morrighan, Lia, de 17 anos, se vê obrigada a se casar com o príncipe de Dalbreck para selar uma aliança. Mas ela não quer ser apenas mais um soldado do pai e se casar por dever. Lia que se casar com alguém que ama, assim como seus três irmão mais velhos, Walter, Regan e Bryn que são livres para conhecer e se casar  com quem quiserem.

Por isso ela decide fugir no dia de seu casamento, junto com Pauline, uma amiga que fez dentro do castelo. As duas pegam seus cavalos e vão até uma cidade próxima, chamada Terravin, onde Pauline cresceu e conhece pessoas lá que podem ajudá-las. Chegando lá Lia quer viver uma vida normal, trabalhar para ganhar o próprio dinheiro e conhecer alguém.

Mas, além de Lia e Pauline, outras duas pessoas vão a Terravin, mas não em busca de uma nova vida, mas sim atrás da princesa. Rafe e Kaden, um assassino e um príncipe, mas nós não sabemos quem é quem até quase o final do livro. Confesso que isso me irritou um pouco, porque eu gosto de saber quem são os personagens. Tudo bem que a ideia da autora era de nos fazer ver pelo ponto de vista da protagonista, que também não sabia quem era quem.

Então, o livro fica nisso por bastante tempo, Rafe e Kaden competindo pela atenção de Lia. Um com a intenção de conquistá-la, o outro com a intenção de matá-la, mas não o tempo todo, pois parece que o assassino vai começar a nutrir sentimentos por ela.

E somente no final, quando descobrimos quem é quem a estória parece finalmente andar, as coisas começam a acontecer. Sinceramente, eu esperava mais desse livro, pelo tanto de coisas boas que ouvia os booktubers falarem, comprei até o segundo volume, mas agora não sei se quero continuar, mas acho que vou continuar sim, porque mantenho esperanças de que nos próximos livros fica melhor.

Por hoje foi isso. Espero que tenha gostado e se inscreva para ficar por dentro dos próximos posts. Obrigada por ler e até a próxima.

RESENHA: Trono de Vidro

Olá, hoje eu vim contar para vocês minhas impressões sobre o primeiro livro da série Trono de Vidro. Já fazia tempo que eu queria ler, mas sempre estavam meio caros, até que em uma das promoções da amazon me deu a louca e eu comprei a série toda. Enfim, comecei a ler e pretendo ler um por mês para que não fique muito cansativo e eu possa aproveitar os livros.

Então, nesse livro nós vamos acompanhar a assassina mais famosa de Erilea, Celaena Sardothien. Ela tem apenas 18 anos e está presa nas minas de sal já faz um ano. Até que um dia ela é levada de encontro ao príncipe herdeiro de Adarlan, Dorian.

O rei está organizando um concurso para poder escolher quem vai ser o assassino real. Aquele que vai matar em nome do rei quem ele achar que deve morrer. Mas além de Celaena há mais 23 competidores. Todos serão treinados durante 13 semanas até o dia do duelo final. Mas ao chegar no castelo de Adarlan ela não é mais Celaena, agora ela é Lilian Gordonia, a representante do príncipe.

Durante os primeiros treinamentos e as primeiras provas ela não se sente muito bem, afinal estava desnutrida e fora de forma, mas com o passar do tempo ela vai se fortalecendo e mostrando a que veio: vencer o duelo e conquistar sua liberdade após trabalhar para o rei por quatro anos, conforme dizia o acordo.

Quando um candidato perde, ele é mandado de volta para de onde veio, mas alguns não sobrevivem durante os treinamentos ou às provas. E há também alguns que morrem misteriosamente e são encontrados mortos nos corredores do castelo, sem os órgãos e também sem o cérebro.

Quem é? Ninguém faz ideia e também não há um padrão para as mortes. A única coisa que se sabe é que elas sempre ocorrem dois dias antes das provas. E Celaena passa a investigar o que está acontecendo. Com medo, claro, do assassino misterioso chegar até ela antes que se descubra quem ele é.

Eu esperava mais desse livro, gostei das cenas durante treinos e provas, mas acho que o triângulo amoroso foi bem desnecessário. Espero que durante os próximos livros isso melhore.

Esse livro faz parte da primeira série lançada pela autora Sarah J. Maas, que começou escrevendo o primeiro volume como uma fanfic, aos 16 anos. E para a nossa alegria, livros que eram para fazer parte de uma trilogia, ganharam mais três livros, que o quinto volume, dividido em dois tomos, foi lançado ainda esse ano.

Por hoje foi isso, espero que tenha gostado e até o próximo post!

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Confira os posts anteriores:

RESENHA: A Revolução dos Bichos

Projeto Resenhando Clássicos

RESENHA: Os mistérios de Sir Richard

RESENHA: A Revolução dos bichos

“Já naquela altura, depois de tanto abuso, era impossível distinguir homem do porco.”

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Olá! Hoje tem resenha crítica de A Revolução dos Bichos, escrito por George Orwell publicado em 1945. Ele tem duas adaptações cinematográficas, os links estarão disponíveis ao final da resenha para quem se interessar.

Gerorge Orwell faz uma crítica sobre a sociedade embasando capitalismo e o comunismo, submissão e revolução. Onde nossos vícios nos colocam em posições de aceitação voluntária ao Estado, ou a uma “oligarquia” que aparenta ser boa; e a submissão de muitos gera poder a poucos por perderem seu senso de liberdade.

Eu achei este, um livro completamente empolgante e digno de análises mais profundas. A minha análise pessoal é a de que nós nos tornamos porcos com nossos vícios e cobiças e que a liberdade é algo natural, mas pode ser roubada facilmente pelo medo; e as pessoas não sabem o potencial que tem juntas quando seus ideais estão em jogo.

Achei relevante fazer comparações com o livro O Príncipe de Niccolò Machiavelli, pois ressalta as melhores formas de um soberano manter o poder (como um manual) e ainda põe a questão da tirania, o medo e o respeito; mas vou focar neste livro em outra oportunidade, em breve.

O livro A Revolução dos Bichos começa na Granja Solar, sob a administração do Sr. Jones. Os animais são explorados pelo cuidador que por sinal tinha problemas com bebida e descontava suas frustrações nos bichos.

Os animais se reuniam em assembleias ao anoitecer, regidas pelo porco Major, que era o mais velho da fazenda e o mais sábio, que por todos era respeitado. Onde chamou ao entardecer todos os animais para tratar de assuntos referentes a ordem e disciplina que deveriam ser tomadas para manter a paz na fazenda após a sua morte, que logo iria ocorrer, pois ele já estava em seus últimos “oincs” de vida.

Sobre as leis descritas no livro, eu consegui associá-las a ideia do jusnaturalismo , onde as leis (ou mandamentos) divinas e imutáveis mantinham a ordem. E tais era elas:

1- Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo;

2- Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas ou tenha asas é amigo;

3- Nenhum animal usará roupas;

4- Nenhum animal dormirá em cama;

5- Nenhum animal beberá álcool;

6- Nenhum animal matará outro animal;

7- Todos os animais são iguais.

Após a morte do porco Major, os demais animais viveram em harmonia e igualdade, até que os demais porcos, que se autointitularam mais inteligentes, começaram a governar a granja e usavam cães adestrados para acabar com qualquer indício de rebelião.

O porco Napoleão é, com certeza, alvo de ódio de todos os leitores dessa obra e pode ser facilmente comparado com certos governante do país.

Todos os animais se tornam submissos aos porcos que no decorrer da estória quebram todas as leis impostas para a ordem e a paz, e o caos se instaurara onde a lei maior passou a ser: Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros.

É notável a ineficácia do comunismo, ao meu ver, dentro da obra onde o estado de anarquia é o único modo de retomada da ordem para tirar o tirano do poder. E também, a comparação feita por mim sobre O Príncipe (de novo? Siiim!) é de onde diz que é melhor ser temido do que amado. E que sob medo, dificilmente se tenta uma rebelião; a liberdade se torna algo mais utópico e menos desejável ao se ver os riscos de uma represália. Mas sobre um desejo de liberdade que todos os seres que já a experimentam tem, é mais provável que os mesmos a busquem retomar sobre os riscos de morte.

Leitura obrigatória, poderia também ser traduzido para: Game os Thrones dos Bichos.

Esse livro não é muito grande, dá para ler em um dia, tem menos de 145 página. E o final fica para quem se interessou.

Então a dica é: pegue uma caneca cheia de café e desfrute desse ótimo livro.

Por Noelson Araújo

ADAPTAÇÕES:

A Revolução dos Bichos – 1999

A Revolução dos Bichos – 1954 (desenho)

Olá! Se você acompanha o Sonho de Estante lá no instagram já sabe do que eu vou falar aqui, se não, vou lhe apresentar esse novo projeto.

O Resenhando Clássicos será um projeto de resenhas mensal , que começará em junho. Serão sorteados dois livros para serem lidos no decorrer do mês e ao final será feita uma resenha para cada livro. Você não precisa ler os dois livros, basta escolher um só. No caso do blog serão dois livros, pois terão duas pessoas para ler, então vocês ganham conteúdo em dobro.

Nesse post eu vou disponibilizar a lista dos livros que serão sorteados, um formulário de inscrição, caso você se interesse em participar e o link para o evento na página do facebook para que todos possam interagir e ficar sabendo das publicações dos outros participantes.

LINK PARA O EVENTO NO FACEBOOK (RESENHANDO CLÁSSICOS )

FICHA DE INSCRIÇÃO

LISTA DE LIVROS QUE PODERÃO SER SORTEADOS:

  1. Ilíada (séc. VIII a. C.), de Homero
  2. Odisseia (séc. VIII a. C.), de Homero
  3. As mil e uma noites (850 a.C.), de autor desconhecido
  4. O asno de ouro (1469), de Apuleio
  5. Gargântua e Pantagruel (1532-64), de François Rabelais
  6. Os Lusíadas (1572), de Luiz Vaz de Camões
  7. Dom Quixote (1605-15), de Miguel de Cervantes Saavedra
  8. Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe
  9. As viagens de Gulliver (1726), de Jonathan Swift
  10. Tom Jones (1749), de Henry Fielding
  11. Cândido (1759), de Voltaire
  12. Emílio ou da educação (1762), de Jean Jacques Rousseau
  13. O Castelo de Otranto (1765), de Horace Walpole
  14. Os Sofrimentos do jovem Werther (1774), de Johann Wolfgang von Goethe
  15. Os 120 dias de Sodoma (1785), de Marquês de Sade
  16. Razão e Sensibilidade (1811), de Jane Austen
  17. Orgulho e Preconceito (1813), de Jane Austen
  18. Mansfield Park (1814), de Jane Austen
  19. Emma (1816), de Jane Auten
  20. Frankenstein (1818), de Mary Wollstonecraft Shelley
  21. Ivanhoé (1820), de sir Walter Scott
  22. O último dos moicanos (1826), de James Fenimore Cooper
  23. O vermelho e o negro (1831), de Stendhal
  24. O corcunda de Notre-Dame (1831), de Victor Hugo
  25. Oliver Twist (1833), de Charles Dickens
  26. Pai Goriot (1834-35), de Honoré de Balzac
  27. A queda da casa de Usher (1839), de Edgar Allan Poe (apesar de ser um conto, decidi incluí-lo)
  28. Almas mortas (1842), de Nicolai Gógol
  29. Ilusões perdidas (1843), de Honoré de Balzac
  30. Os três mosqueteiros (1844), de Alexandre Dumas
  31. A moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo
  32. O conde de Monte Cristo (1845-46), de Alexandre Dumas
  33. Jane Eyre (1847), de Charlotte Brontë
  34. O morro dos ventos uivantes (1847), de Emily Brontë
  35. David Copperfield (1850), de Charles Dickens
  36. Moby Dick (1851), de Herman Melville
  37. A cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe
  38. Walden ou A vida nos bosques (1854), de Henry David Thoreau
  39. Memórias de um sargento de milícias (1854 e 1855), de Manuel Antônio de Almeida
  40. Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert
  41. Grandes Esperanças (1861), de Charles Dickens
  42. Os miseráveis (1862), de Victor Hugo
  43. Memórias do Subsolo (1864), de Fiódor Dostoiévski
  44. Iracema (1865), de José de Alencar
  45. Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carroll
  46. Viagem ao centro da Terra (1866), de Júlio Verne
  47. Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski
  48. O Idiota (1868-9), de Fiódor Dostoiévski
  49. Guerra e Paz (1869), de Leon Tolstói
  50. Alice através do espelho (1871), de Lewis Carroll
  51. A volta ao mundo em 80 dias (1873), de Júlio Verne
  52. Senhora (1875), de José de Alencar
  53. O crime do Padre Amaro (1876), de José Maria Eça de Queirós
  54. Anna Karenina (1877), de Leon Tolstói
  55. Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Joaquim Maria Machado de Assis
  56. A Ilha do Tesouro (1883), de Robert Louis Stevenson
  57. A morte de Ivan Ilitch (1884), de Leon Tolstói
  58. As aventuras de Huckleberry Finn (1885), de Mark Twain
  59. Germinal (1885), de Émile Zola
  60. O Ateneu (1888), de Raul Pompéia
  61. Os Maias (1888), de José Maria Eça de Queirós
  62. O Cortiço (1890), de Aluísio de Azevedo
  63. O retrato de Dorian Gray (1891), de Oscar Wilde
  64. Quincas Borba (1891), de Joaquim Maria Machado de Assis
  65. As aventuras de Sherlock Holmes (1892), de sir Arthur Conan Doyle
  66. A máquina do tempo (1895), de H. G. Wells
  67. Drácula (1897), de Bram Stoker
  68. A guerra dos mundos (1898), de H. G. Wells
  69. Dom Casmurro (1899), de Joaquim Maria Machado de Assis
  70. A cidade e as serras (1901), de José Maria Eça de Queirós
  71. Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha
  72. Tarzan (1914), de Edgar Rice Burroughs
  73. Triste fim e Policarpo Quaresma (1911, folhetim), de Lima Barreto
  74. Retrato do artista quando jovem (1916), de James Joyce
  75. Ulisses (1918-21, folhetim), de James Joyce
  76. A montanha mágica (1924), de Thomas Mann
  77. O processo (1925), de Franz Kafka
  78. O grande Gatsby (1925), de F. Scott Fitzgerald
  79. O Castelo (1926), de Franz Kafka
  80. Em busca do tempo perdido (1913-27, em sete volumes), de Marcel Proust
  81. O lobo da estepe (1927), de Hermann Hesse
  82. O amante de Lady Chatterley (1928), de D. H. Lawrence
  83. Orlando (1928), de Virginia Woolf
  84. Macunaíma (1928), de Mário de Andrade
  85. O quinze (1930), de Rachel de Queiroz
  86. Reinações de Narizinho (1931), de Monteiro Lobato
  87. Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley
  88. Menino de Engenho (1932), de José Lins do Rego
  89. … E o vento levou (1936), de Margaret Mitchell
  90. Angústia (1936), de Graciliano Ramos
  91. Capitães de Areia (1937), de Jorge Amado
  92. O Hobbit (1937), de J. R. R. Tolkien
  93. Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos
  94. Finnegans Wake (1939), de James Joyce
  95. Por quem os sinos dobram (1940), de Ernest Hemingway
  96. Xadrez (1942), de Stefan Zweig
  97. O Estrangeiro (1942), de Albert Camus
  98. Fogo morto (1943), de José Lins do Rego
  99. O pequeno príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry
  100. Ficções (1944), de Jorge Luis Borges
  101. A revolução dos Bichos (1945), de George Orwell
  102. Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa
  103. Doutor Fausto (1947), de Thomas Mann
  104. 1984 (1949), de George Orwell
  105. O tempo e o vento (1949-62, em 5 volumes), de Érico Veríssimo
  106. O apanhador no campo de centeio (1951), de J. D. Salinger
  107. O velho e o mar (1952), de Ernest Hemingway
  108. Grande Sertão: veredas (1955), de João Guimarães Rosa
  109. Lolita (1955), de Vladimir Nabokov
  110. O Senhor dos Anéis (1954-55), de J. R. R. Tolkien
  111. On the Road (1957), de Jack Kerouac
  112. Gabriela, cravo e canela (1958), de Jorge Amado
  113. Bonequinha de luxo (1958), de Truman Capote
  114. Almoço Nu (1959), de William Burroughs
  115. Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess
  116. A redoma de vidro (1963), de Sylvia Plath
  117. A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector
  118. A sangue-frio (1966), de Truman Capote
  119. Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez
  120. 2001: uma odisseia no espaço (1968), de Arthur C. Clarke
  121. O poderoso chefão (1969), de Mario Puzo
  122. As cidades invisíveis (1972), de Italo Calvino
  123. Terras de sombras (1974), de J. M. Coetzee
  124. Lavoura arcaica (1975), de Raduan Nassar
  125. Entrevista com o vampiro (1976), de Anne Rice
  126. A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector
  127. O iluminado (1977), de Stephen King
  128. O guia do mochileiro das galáxias (1979), de Douglas Adams
  129. O nome da rosa (1980), de Umberto Eco
  130. O centauro no jardim (1980), de Moacyr Scliar
  131. A casa dos espíritos (1982), de Isabel Allende
  132. A lista de Schindler (1982), de Thomas Keneally
  133. O livro do desassossego (1982), de Fernando Pessoa
  134. O ano da morte de Ricardo Reis (1984), de José Saramago
  135. A insustentável leveza do ser (1984), de Milan Kundera
  136. Os versos satânicos (1988), de Salman Rushdie
  137. O pêndulo de Foucault (1988), de Umberto Eco
  138. História do cerbo de Lisboa (1989), de José Saramago
  139. Desonra (1999), de J. M. Coetzee
  140. Neve (2002), de Orhan Pamuk
  141. O filho eterno (2007), de Cristovão Tezza
  142. Indignação (2008), de Philip Roth

RESENHA: Os mistérios de Sir Richard

“Ele a amava. Amava Iris Kenworthy do fundo de sua alma e devia ter destruído sua única chance de ser feliz ao lado dela.”

Aah eu não acredito que acabou! Vou sentir tanta falta desses personagens, das confusões que eles se meteram, das intrigas, das cenas pré-recital. Mas foi ótimo enquanto durou e quem sabe eu releia esses livros mais na frente.

Como prometido, eu li os quatro livros e hoje eu venho com a última resenha do mês. O livro da vez, então, é Os mistérios de Sir Richard. Para começar, que eu pensei em diversas situações diferentes, mas nunca imaginaria que fosse dar no que deu. O final foi surpreendente. Mas, vamos começar do começo.

Sir Richard Kenworthy precisa se casar em, no máximo, 4 semanas. Ele está com problemas na família e precisa de uma esposa o mais rápido possível para que seu plano dê certo. Que plano? Olha, eu pensei que só fosse ser revelado na última página, mas depois de 200 páginas nós já ficamos sabendo.

E onde ele vai procurar uma noiva? Exatamente, no recital das Smythe-Smith daquele ano. É lá que Winston, um amigo de Richard, o apresenta para lady Iris Smithe-Smith, uma dama pálida, de cabelos louros acobreados e olhos de um tom pálido de azul, que chama sua atenção de longe.

Depois de cortejá-la por um tempo que ele achou ser suficiente, resolve, enfim, pedir sua mão, mas ele sabe que ela vai pedir um tempo para pensar, afinal, eles mal se conhecem. Por isso, Richard precisa um plano para deixar lady Iris em uma situação da qual sua única saída seja se casar com ele. Depois de fazer o pedido, ele a beija e a Sra. Pleinsworth, mãe da Smithe-Smith em questão, flagra os dois naquela cena comprometedora. Como dá para perceber, o plano funciona e em menos de 4 semanas Iris Smythe-Smith agora é Iris Kenworthy.

Tudo acontece como tinha que ser, exceto pelo fato de que Sir Richard parece não querer consumar o casamento. Várias coisas se passam pela cabeça da jovem (ele não me ama, eu não bonita o suficiente, eu pareço fraca), mas não é por nada disso, acredite ele tem seus próprios motivos.

No começo, confesso que senti um pouco de antipatia pelo personagem, assim como Iris, nós ficamos completamente perdida no que está acontecendo. Qual é o plano dele? Por que ele não se deita com ela? E tem outra coisa: para que o plano funcione 100% ele precisa de suas duas irmãs presentes, mas elas estão passando uns dias na casa da tia e isso deixa Richard extramente irritado, ele não tem tempo, não pode esperar que elas voltem quando quiserem. Precisa agir rápido.

Bom, quando elas voltam, mais ou menos duas semanas depois do previsto, Fleur, a irmã mais velha, não mede palavras para se dirigir a nova cunhada. E agora tudo faz ainda menos sentido. Mas depois dessa cena não demora muito para o mistério de Sir Richard, finalmente, ser revelado.

Foi a partir daí que eu não larguei mais o livro, não podia parar no meio da treta. Precisava saber como as coisas iam se desenrolar, mesmo não sabendo de que lado ficar, mas foi, sem dúvida, a melhor parte do livro. Não pelo fato do segredo ser revelado, mas por conta da agitação dos personagens, queria saber como cada um ia sair daquela situação. Poder ter noção do ponto de vista de cada personagem e entender suas atitudes baseadas em seus motivos , cada um querendo uma coisa, ninguém chegando a uma conclusão por bastante tempo até. Mas o final vale muito a pena.

Um ponto interessante, é que Sir Richard estava tentando fazer com que Iris se apaixonasse por ele, para que quando o segredo fosse revelado ela não o odiasse tanto, mas quem acabou se apaixonando perdidamente foi ele.

“O lugar onde estivermos nunca será importante, contanto que estejamos juntos.”

Por hoje foi isso. Espero que tenha gostado e que através dessas resenhas você tenha vontade de conhecer esses livros também. Se você gosta da Julia Quinn não vai se arrepender.

Obrigada por ler e até o próximo!

Confira os posts anteriores:

RESENHA: A soma de todos os beijos

RESENHA: Uma noite como esta

RESENHA: Simplesmente o paraíso

 

RESENHA: A soma de todos os beijos

“Ele era um bom homem. Defendia garotinhas e unicórnios. Valsava de bengala. Não merecia ter a vida definida por um único erro. Sarah Pleinsworth nunca fora de meias medidas e sabia que, se realmente amava aquele homem, dedicaria a vida a fazê-lo entender este simples fato: ele era precioso. E merecia cada gota de felicidade em seu caminho.”

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O casamento ou a morte. Eram as únicas saídas de quem fazia parte do quarteto Smythe-Smith e Sarah estava desesperada para que se casasse logo, não aguentava mais a humilhação anual pela qual passavam. Na verdade, nem era para ela estar no grupo musical ainda. Se não fosse por Lode Hugh Prentice, há três anos, quando desafiou Daniel Smythe-Smith, primo de Sarah, para um duelo armado, fazendo com que a
família ficasse tão abalada com o exílio de Daniel, a ponto de não permitir as damas da família de participarem daquela temporada. Pelo que parece 14 moças foram pedidas em casamento e a partir daí seu ódio pelo Lorde Hugh só aumenta.

Nesse livro, nós acompanhamos como o ódio pode se transformar tão rapidamente. Há dois casamentos prestes a acontecer: o de Lorde Chateris com Honoria Smythe-Smith e Daniel Smythe-Smith com Anne Winter, dos livros anteriores. E Sarah é convocada por Honoria para ser “babá” de Hugh durante o café da manhã de seu casamento. Nem Sarah, nem Hugh estão muito satisfeitos com esse arranjo, mas para agradar a noiva eles concordam. Mas antes, Julia Quinn nos traz um flash back de como eles se conheceram em ambas as perspectivas para que possamos entender melhor essa discórdia entre eles.

Porém, quando se encontram na companhia um do outro e têm de fingir estarem se divertindo, acabam se conhecendo melhor e, aos poucos, mudando suas opiniões. Sarah não mede palavras para se dirigir ao Lorde e ele não se esforça para demonstrar o mínimo de cavalheirismo com a dama. A maioria das situações são bem engraçadas, eles trocam insultos quase que o tempo todo e eu não sabia de que lado estava.

O casamento de Honoria passa e os dois continuam não se entendendo muito bem. Partindo para a próxima viagem, rumo a mais um casamento, Sarah e Hugh viajam na mesma carruagem, mas não a sós, junto com eles estão: Harriet, Elizabeth e Frances, irmãs mais novas de Sarah. No meio do percurso acontece um acidente e Sarah torce o tornozelo depois de tropeçar no degrau da carruagem e cair em cima de Lorde Hugh. Sendo assim, ela se vê presa em uma cama até que esteja em melhores condições, mas não consegue ficar tão parada, até que em uma das vezes que resolve ir até a biblioteca, encontra Hugh no caminho e ele lhe empresta sua bengala.

A partir daí, os dois começam a se encontrar com mais frequência e entenderem os problemas um do outro. O bom dos livros da Julia Quinn é que, mesmo que sejam parecidos (a moça que não se entende com o moço ou um dos dois que não pretende se casar), todos têm uma história por trás, motivos que os levam a pensar daquela forma e é tão bom acompanhar esses sentimentos se transformarem e ver os personagens evoluírem e construir aquilo juntos. Além dos segredos que eles escondem, mas que por conta do amor que sentem um pelo outro, estão dispostos a superar e seguir em frente.

Por hoje foi isso. Espero que tenha gostado.

Obrigada por ler e até o próximo!

Confira os posts anteriores:

RESENHA: Uma noite como esta

RESENHA: Simplesmente o paraíso

RESENHA: O Hobbit